Quer prevenir a Síndrome de Burnout? Foque no que realmente importa

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O caminho para seu próprio desenvolvimento pessoal é longo, e por isso é possível que você encontre algumas promessas de “atalhos” durante a sua jornada. Apesar de soluções rápidas parecerem sedutoras, é muito provável que parem de funcionar mais cedo ou mais tarde.

Assim como nenhum chá vai fazer você perder peso da noite para o dia, ou nenhum suplemento legalizado será capaz de melhorar dramaticamente o seu foco sem trazer danos cognitivos a longo, a ideia de “fazer mais em menos tempo” por meio de uma postura multitarefa (ou multitasking), pode ser interessante à primeira vista, mas bastante desastrosa para a saúde mental.

Assumir várias atividades de uma vez é basicamente uma receita para se sobrecarregar e favorecer o estresse. Em casos mais graves, além de ter a qualidade do trabalho prejudicada, você pode lidar com um caso de esgotamento extremo, conhecido como síndrome de Burnout.

Por que a ideia da multitarefa é tão atraente?

De acordo com um estudo publicado no Journal of Communication da Universidade de Oxford, as multitarefas podem fazer as pessoas se sentirem bem. Quando realizamos várias atividades simultaneamente, nos sentimos mais produtivos, embora a quantidade e qualidade e de trabalho possam acabar prejudicadas.

O professor responsável pelo estudo, Zheng Wang, afirmou que os participantes do estudo “… parecem estar interpretando mal os sentimentos positivos que obtêm com a multitarefa. Eles não estão sendo mais produtivos – eles apenas se sentem emocionalmente mais satisfeitos com seu trabalho”.

Uma vez que a crença nos faz sentir bem, ignoramos a qualidade do trabalho real que estamos fazendo. 

Como as multitarefas levam a síndrome de Burnout

A ideia do multitasking é projetada para mantê-lo ocupado, porém impedindo-o de ser produtivo. E não é só isso: ela pode sobrecarregar o sistema nervoso, atrapalhando a capacidade de filtrar informações relevantes e promovendo uma sensação de exaustão que parece não passar nunca, ao atingir um nível extremo de estresse.

Um ambiente de trabalho que promove o acúmulo de funções e pouco tempo para realizar as atividades propostas é um fator que promove a prática das multitarefas e, consequentemente, a síndrome de Burnout. Os sintomas são cansaço agudo, irritabilidade, dificuldades de concentração e uma forma de despersonalização, na qual a pessoa doente passa a sentir indiferente diante de coisas que eram prazerosas para ela.

Em geral, 3 tipos de multitarefa podem levar à síndrome.

1. Tentar realizar tarefas ao mesmo tempo, como responder a um e-mail durante uma chamada telefônica.

2. Pular de uma tarefa para outra sem finalizar nenhuma delas, como trabalhar em um relatório e ser interrompido por uma notificação.

3. Mudar rapidamente de uma tarefa para outra, sem perder tempo para redefinir o foco.

Exercer multitarefas é uma forma ineficiente de trabalhar. Os efeitos são ainda piores quando você contabiliza o tempo perdido flutuando entre uma tarefa e outra ou se ocupando com distrações que interrompem seu foco.

Sendo assim, o que funciona? Quais substitutos do multitasking promovem um estilo de vida de alto desempenho, reduzindo o esgotamento e preservando a saúde mental?

Como evitar as multitarefas (e a síndrome de Burnout)

Agora que você já sabe como o multitasking pode ser prejudicial para o seu dia a dia, saiba que existem várias práticas simples que podem otimizar sua produtividade de forma mais saudável. 

Tire as distrações de vista

Você não é multitarefas apenas em um nível consciente (ou seja, tentando fazer duas coisas ao mesmo tempo), mas também em um nível subconsciente. Mesmo se você não estiver usando seu smartphone ou outros dispositivos digitais, apenas tê-los no bolso ou perto de você pode exaurir sua energia cognitiva. 

Isso acontece porque você acaba gastando energia até mesmo para resistir o impulso de verificá-los! Alguns tipos de estudos já demonstraram que a mera presença de um smartphone já é suficiente para ser distrativa. 

Faça uma tarefa de cada vez

Concentre-se em uma tarefa ou projeto por vez, e recompense-se ao concluí-la. As recompensas podem ser simples, como uma xícara de café, um lanche ou até mesmo uma caminhada de 10 minutos para esticar as pernas.

Esta é uma forma fácil de ser produtivo e sentir prazer durante todo o processo. Ao intercalar recompensas com períodos de foco, seu cérebro será condicionado a manter a concentração por mais tempo e se sentirá menos tentado a ser interrompido por distrações.

Estabeleça prioridades 

Focar em apenas uma tarefa por vez não é suficiente. É preciso saber focar no que realmente importa. Para isso, pense no seguinte: se o seu médico permitisse que você trabalhasse apenas duas horas por dia, o que você faria hoje?

De acordo com o livro “Trabalhe 4 horas por semana” de Tim Ferriss, esta é a pergunta chave que pode ser utilizada para definir a prioridade máxima do seu dia. Outras questões que você pode se fazer para ajudar a definição de prioridades são:
1. Qual tarefa você vem procrastinando há mais tempo?

2. Qual é a tarefa mais desconfortável de hoje?

3. Se você só pudesse realizar só uma coisa hoje, qual tarefa faria você se sentir realizado?

Aprenda a realizar as prioridades do dia primeiro. Com o tempo que sobrar, você realizará as atividades secundárias. Ao final do dia, você verá a diferença no seu nível de produtividade.

Inclua hobbies em sua rotina

Hobbies não são apenas passatempos. Eles ajudam sua mente a se desconectar dos compromissos, permitem que você se sinta mais competente, autônomo e interessado em atividades fora do trabalho.

Até mesmo as pessoas mais bem-sucedidas, como Warren Buffet ou Oprah Winfrey dedicam um tempo de suas agendas lotadas para tocar algum instrumento, pintar, jogar tênis ou incluir alguma outra atividade relaxante em sua rotina. 

Faça pausas

Diversos estudos sugerem que o nosso tempo de concentração e foco pode ser mantido em ciclos de, no máximo, 90 minutos. 

Assim como o treinamento intervalado permite que atletas obtenham melhores resultados em um treino ou circuito, o trabalho feito com pausas também permite que o cérebro otimize a produtividade. A ciência diz que a forma mais produtiva de trabalhar é dividindo o tempo em blocos de trabalho intenso (15 a 90 minutos), seguidos por breves intervalos (5 a 30 minutos).

Esses intervalos são o momento ideal para se recompensar pelo trabalho feito ou adotar breves práticas relaxantes. Uma das mais eficientes delas é caminhar. Para o cérebro, apenas uma caminhada de 5 a 15 minutos aumenta a criatividade. Para o corpo, a caminhada estimula a frequência cardíaca, mantendo o sangue fluindo.

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