O impacto negativo das redes sociais: é possível blindar sua saúde mental?

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Na era da comunicação digital, as redes sociais não são mais apenas formas convenientes e necessárias para trabalhar, estudar e se conectar com amigos. 

Muito além disso, elas também são fontes massivas de poder, com a capacidade de protagonizar manifestações políticas, reunir parentes afastados, arrecadar dinheiro, destruir e lançar carreiras. Diante de tantos impactos, a nossa saúde mental também não está imune.

Em um nível mental e emocional, as mídias sociais também exercem influência. Alguns exemplos estão na contribuição para a depressão e a solidão, a popularização de padrões de beleza inalcançáveis e na promoção de impactos negativos para o sono de seus usuários. 

Todos nós já sentimos ou ouvimos falar de algum impacto negativo referente ao uso das redes sociais, mas ainda assim é difícil diminuir o tempo gasto em frente a telinha do smartphone. Por quê?

Como entender (e neutralizar) os impactos das redes 

As redes sociais são projetadas para se tornarem cada vez mais viciantes. Feeds infinitos, envio de notificações e algoritmos que entendem quais conteúdos são mais relevantes são apenas alguns recursos que o desenvolvimento desses apps utiliza para prender a sua atenção.

No documentário “O Dilema das Redes”, lançado pela Netflix, diversos ex-executivos do Vale do Silício comentam sobre o poder manipulador das redes sociais.

Alguns deles, como Alex Roetter (ex-vice-presidente sênior de engenharia do Twitter) e Tim Kendall (ex-diretor de monetização do Facebook), não permitem que seus filhos usem os aplicativos de mídias sociais em casa. 

Como se privar dos efeitos nocivos das redes, tendo em vista que precisamos cada vez mais delas para se comunicar, trabalhar e nos manter a par da vida de pessoas importantes para nós?

Em vez de simplesmente descartá-las, aqui estão algumas maneiras simples de se blindar dos impactos negativos das mídias sociais, para apoiar seu bem-estar mental e emocional.

1. Trocar os apps pela versão web

A versão web dos aplicativos como Instagram, Facebook e Twitter são menos viciantes, pois além de não exibirem tantas notificações, não oferecem muita liberdade aos desenvolvedores para personalizar a experiência do usuário. 

A consequência desse novo hábito é boa: você tem acesso aos mesmos recursos e features do aplicativo mobile, porém não se sente tentado a passar tanto tempo na frente das telas.

2. Fazer uma faxina virtual

Pare de seguir, desfaça a amizade ou bloqueie os contatos cujo conteúdo não é interessante. Estamos falando daquela colega de colégio que você não conversa há anos, aquele tio-avô racista, aquele influencer que só fala de fofocas…todos precisam ir. 

Essas pessoas são a representação digital de todos os pacotes de molho extra que você enfia no fundo da gaveta da cozinha, toda vez que recebe uma comida pelo delivery. Você nunca vai precisar deles. Tudo o que eles fazem é criar desordem na sua rotina.

Conforme você passa por esse processo, encontrará pessoas classificadas em quatro categorias: aquelas que você deseja manter, deve manter, deve deixar ir e aquelas que trazem à tona um curioso sentimento de culpa. 

Esse sentimento geralmente aparece quando você quiser deixar de seguir alguém, mas passou por um passado turbulento com ela ou está preocupado com a reação daquela pessoa. 

Se a culpa surgir, considere-a como um sinal gigante apontando para alguém que tem que ir. Não há necessidade de levar essa energia para o seu espaço digital. Tome uma atitude. Você está no controle.

3. Silencie o feed

Mesmo que você limpe sua rede e mude seus seguidores, seu feed continuará exibindo anúncios, conteúdos pouco relevantes e atualizações de grupos. 

Para neutralizar totalmente sua mídia social, você precisa impedir que os feeds de notícias apareçam em primeiro lugar com a ajuda de extensões, como o Kill News Feed (para Facebook), Hootsuite (para Instagram) e Calm Twitter.

Em uma postagem feita em 2017, o Diretor de Pesquisa do Facebook, David Ginsberg, e uma das cientistas pesquisadoras do Facebook, Moira Burke, revelaram que até 10 minutos de consumo passivo de informações do feed de notícias pioram o humor de seus usuários.

Ginsberg e Burke também destacam que quanto mais as pessoas clicam em links de mídia social, mais prejudicada é a sua saúde mental. Sendo assim, limpar o feed coloca você em uma posição de maior controle com relação ao que vê (e quando vê).

4. Divulgue fatos em vez de medo

Evite compartilhar mensagens ou notícias alarmistas, principalmente sobre temas coletivos como política, COVID-19, grupos de pessoas ou comunidades. 

Um exemplo é: em vez de mostrar uma notícia que mostra a morte de pessoas que negaram se vacinar, que tal divulgar um artigo mostrando como a vacina está salvando vidas ao longo dos anos?

A desinformação e o alarmismo criam medo em vez de apenas conscientizar. Em vez disso, para o bem de seus amigos e parentes, use sua presença nas redes sociais para divulgar informações factuais de fontes confiáveis ​​e ajudar a manter todos em seu círculo social seguros.

Se todos seguissem essa dica, imagine como seria a nova realidade dentro do seus feeds?

5. Aproveite as redes do jeito certo

Por fim, divirta-se. Em vez de se envolver em discussões, fazer compras ou afastar o tédio, use as redes sociais com o objetivo certo: criar conexões significativas. 

Muitas plataformas têm recursos para ajudá-lo a encontrar grupos de leitura, clubes de culinária e outras comunidades que compartilham hobbies e interesses semelhantes. Você também pode criar seu próprio grupo e convidar amigos ou familiares para participar. 

Se preferir, destaque-se da multidão e conecte-se de modo privado com seus amigos ou gente nova, mesmo que seja apenas para compartilhar um meme engraçado.

Como você pode ver, existem muitas formas de usar as redes sociais de modo consciente, com dicas que vão muito além de limitar o tempo que você fica online.

O segredo é limpar o lixo do feed e usar suas mídias com propósito, em vez de tratá-las apenas como uma distração. Sua mente (e aquela tensão no pescoço) vão agradecer.

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