3 conselhos que roubei de pessoas mais produtivas que eu

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Eu já entendi que vim ao mundo para explorar, conhecer e desbravar (a mim e ele).

Eu não trabalho nem vivo para alcançar nenhum objetivo em particular, senão esse. Isso é algo que faço o tempo todo, conversando com outras pessoas, lendo livros, ouvindo música, viajando. Explorar e conhecer é um meio e um fim para mim, como alguém que corre só porque gosta de correr.

Estou constantemente procurando por mais, mas estudar só é válido até certo ponto. Você deve ser capaz de aplicar essas lições no mundo real.

Neste post, quero mostrar 3 ideias em particular que roubei de pessoas mais produtivas que eu, para aplicar na minha vida. Todas elas me ajudaram a ser mais intencional com meu tempo.  Sinta-se livre para roubá-las também.

1. Motivação não é tudo – Rafael Hansen

De acordo com o CEO da Setta, “para executar as nossas tarefas, precisamos ter um senso de urgência, por meio de alguma estrutura de vida que não nos faça depender da motivação ou ‘inspiração’ para realizá-la”.

O motivo é simples: a nossa inspiração é finita. Não é à toa que manter o foco total na primeira semana da academia é mais comum do que manter a constância nos exercícios por meses.

Precisamos sim ter um certo nível de motivação ou inspiração para começar a realizar uma certa tarefa (principalmente as mais difíceis), mas o nosso trabalho real tem que ser conseguir ter essa estrutura no momento em que nos dispomos a colocar a mão na massa.

Sendo assim, se você agendou a criação de uma apresentação de negócios para às 10 da manhã, cabe a você se sentar na sua escrivaninha neste horário já com o acesso a todos os gatilhos necessários para entrar em um modo de foco e execução. 

Não espere por um “momento ideal”. A inspiração é que deve te seguir, e não o contrário.

2. Erre só uma vez – John C. Maxwell

Eis que você se encontra redigindo um e-mail ou mensagem para alguém, quando acidentalmente esbarra na tecla “enter” ou clica em “enviar”, diante do conteúdo escrito pela metade. Você se sente um idiota. O que fazer? 

Uma pessoa comum enviaria uma mensagem seguinte, explicando a situação, e segue o baile.

Uma semana depois, você está de volta à sua mesa, redigindo um e-mail. Novamente, você envia a mensagem um pouco mais cedo do que deveria. Desta vez, você se esquece de incluir vários detalhes necessários para um projeto futuro. Pior ainda: foi um e-mail para o chefe do seu chefe.

No livro “O Lado Positivo do Fracasso”, o autor John C. Maxwell explica o valor de aprender ativamente com os erros. Segundo ele, sempre que algo não sair como o planejado, você deve anotar a falha, o que aprendeu com isso e como pode fazer melhor da próxima vez.

Isso é especialmente válido quando você comete o erro mais de uma vez, pois significa que ainda não aprendeu com ele.

Sempre quando percebo algum padrão assim acontecendo, tento adotar alguma mudança imediata ou definir o que pode ser feito da próxima vez que algo não sair como planejado. No caso do e-mail, fiz uma pesquisa rápida para descobrir que há uma opção de “desfazer” o envio de e-mails, e a ativei a sua exibição no mesmo instante. 

Ao fazer isso, trago consciência para meus erros, assumo ativamente a responsabilidade e traço um melhor caminho para seguir no futuro.

3. Pare de trabalhar e vá para casa – Robert Pozen

Segundo Robert Pozen, o “guru da produtividade” comenta que as pessoas costumam ter vergonha de sair mais cedo do trabalho, mas não deveriam (principalmente se trabalharam intensamente durante o dia).

Ao pensar em produtividade, esquecemos um elemento fundamental dela: o descanso. Dizer que ralou até 2 da manhã pode acontecer de vez em quando, mas não enobrece ninguém (até porque dormir bem é a receita mais produtiva que existe).

“Eu gosto de trabalhar, mas eu gosto mais de descansar”, comentou Emicida numa entrevista ao Roda Viva. Ele também concedeu entrevista ao GNT para explicar que odeia a expressão “ócio criativo”, quando se refere a utilização do tempo livre para produzir. “As pessoas acham que você não pode ficar parado. Não, irmão! Eu tô aqui puxando um ronco e cortando a unha do pé”.

João Pereira Coutinho, um cientista político português, disse no podcast do Café da Manhã da Folha que adora cultivar a preguiça. “Se fôssemos mais preguiçosos, evitaríamos guerras e outros grandes males da humanidade”.

Num mundo que romantiza tanto o excesso de trabalho, você não sente um certo nível de conforto em ler esse tipo de coisa?

Assim como você, eu também trabalho bastante. E sou feliz com as recompensas pelo meu esforço. 

Apesar disso, posso dizer com tranquilidade que gosto mais de descansar, de sair, de ficar com as pessoas que amo, de colocar os pés para cima e não fazer nada. Acredite, este é o seu antídoto para a cultura da ansiedade e o caminho para uma rotina mais produtiva.

Não tenha medo de batalhar pela sua produtividade. Mas não se esqueça de valorizar as coisas que são realmente importantes na sua vida. Afinal, não é para elas que você deve produzir?

SEGUNDA COM A SETTA

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